4 de abril de 2008

Argentina II

Sobre um breve relato de uma parte da minha viagem pra Argentina, o Sr. Anônimo disse:


queria muito ler o resto...

Então, pelo Sr. Anônimo, um amigo de longa data, quase um pai e uma mãe pra mim, vou continuar a incrivelmente interessante descrição dos lugares, coisas e pessoinhas daquela cidade estranha.

...

Depois do tango, saímos, o francês e eu, a caminhar pelas praças e conversar com indivíduos que cruzavam nosso caminho, como um bando de argentinos pobres e doidos, com quem fizemos uma lépida amizade, que ficou mais intensa depois que o francês comprou um cartãozinho do meu signo de um deles e mo (sempre quis escrever isso) deu. Ainda o tenho, em algum lugar daquela outra dimensão que é o meu quarto. Logo chegaram outros amigos do hombre caprino (porque meu signo é capricórnio, oras), e a conversa ficou animada e assustadora - entrevi piratas, tavernas e litros de cerveja e rum. Mas eu estava com náusea e fome - não me perguntem como isso é possível -, então, nos despedimos de nossos novos amigos e continuamos a caminhar e caminhar, até que cansamos, trocamos e-mails e seguimos cada um seu caminho; eu, o hotel, mofar na banheira.

(Esta é uma foto que tirei lá pelas 4 e meia da manhã, na última noite que passei em buenos Aires. Estava em Puerto Madero, um bairro extremamente turístico, próxima a Puente de La Mujer.
A qualidade está uma porcaria, mas é uma das poucas fotos que tenho da viagem, porque perdi a câmera num táxi, logo antes de voltar ao Hotel para o embarque de volta no aeroporto...
Logo depois de tirar esta foto, conheci um argelino estranho, que me deu uma rosa de presente e ficou realmente bravo quando eu me recusei a levá-lo ao meu hotel.)




Eu não contei aqui, mas meu quarto estava um tanto, er, vomitado, por isso acabei me acostumando com um certo cheiro que se situava entre o do vinagre e o de um rato apodrecido, tudo mal disfarçado com produto de limpeza. Quem entrasse no meu quarto teria a impressão de que, mmm, ou alguém havia vomitado ali ou sacrificaram um carneiro, deixaram-no apodrecer e espalharam suas víceras no chão, não sem antes pôr um daqueles perfumadores bem pequenininhos de carro pra espantar o futum. Enfim, era um ambiente agradável.

Depois dessa explanação, volto à banheira. Eu tive vários momentos "banheirais". Sei que isso não tem nada a ver com a Argentina, há banheiras no mundo todo, só que não na minha casa e, portanto, a banheira é importante pra mim e contarei dela.

Passar uma hora e meia afundada naquela água quentinha era como estar protegida no ventre de uma mãe. A banheira era a placenta; o sabonete, o cordão umbilical; eu, um grande bebê (de tarlatana) rosa.


Tá... Não foi uma boa analogia.

(continua...)

3 Macumba(s)!!!!:

Anônimo disse...

merci. adorei o toque joao do rio sem nocao.

Ricardo disse...

linda sua camisa do BOCA!!!...

já disse que de todos os escritores que eu conheço, vc é a melhor!!!!uahuahuahuahuha

SOU SEU FÃ!!!uhuhuhuh

Anônimo disse...

wo bist du?